Vitamina D3 - Níveis otimizados, Saúde de ferro!
Vitamina D3 - Níveis otimizados, Saúde de ferro!

Sabias que a “vitamina” D3 foi, incorretamente, chamada de vitamina?

Pois, de facto ela é uma hormona esteroide, que o teu corpo consegue produzir, quando os raios solares incidem sobre a pele.

O que nos indica que não é uma vitamina?

Uma vitamina é uma substância que o nosso corpo não tem a capacidade de produzir e, portanto, precisamos obtê-la através da alimentação, por exemplo.

O que acontece com a “vitamina” D3?

Quando a nossa pele é exposta à luz solar, tem a capacidade de produzir esta poderosa, “vitamina do sol“!

Os raios U.V.B transformam o 7-desidrocolesterol que está presente na pele, em colicalciferol, ou seja, em vitamina D3.

O colicalciferol, transforma-se, no fígado, em calcidiol (25-hidroxi-D), o que se doseia no sangue e que a seguir vai até aos rins e transforma-se em calcitriol, a forma ativa desta “vitamina”.

Nos últimos anos, as pessoas têm um medo exagerado do sol…

Atualmente, a maioria das pessoas têm muito medo de se expor ao sol…

Tanto a comunicação social, como a classe médica contribuíram muito para alimentar este medo, alegando:

  • Aumento do risco de cancro de pele, que pode ser localizado ou maligno, como o melanoma;
  • Queimaduras graves, causadas pelo aquecimento da pele, que pode ficar vermelha, irritada e com ferimentos;
  • Envelhecimento precoce da pele, causado pela exposição aos raios U.V do sol, por longos períodos de tempo e durante vários anos;
  • Aparecimento de manchas na pele, escuras, em forma de sardas ou caroços e que pioram o aspecto de eventuais cicatrizes;
  • Redução da imunidade, que pode tornar a pessoa mais susceptível a doenças como gripes, resfriados e reativação do vírus herpes, nas pessoas que o possuem;
  • Reações alérgicas, como urticárias ou reações a determinados produtos, como perfumes e cosméticos, causando vermelhidão e irritação local;
  • Danos nos olhos, como irritação e cataratas, devido a lesões causadas pela incidência dos raios solares;
  • Desidratação, causada pela perda da água devido ao calor;
  • Reação a medicamentos, que formam manchas escuras devido à interação entre o princípio ativo de certos fármacos, como antibióticos e anti-inflamatórios e o sol.

Depois de bombardeadas a toda a hora com este tipo de desinformação, as pessoas evitam o sol…

Consequência…

O aparecimento, de cada vez mais pessoas, com carência de vitamina D3.

Atualmente, em Portugal, um país com uma forte luz solar, estima-se que 66 % da população apresente insuficiência ou carência de vitamina D3.

Mas, infelizmente, esta é uma constatação também a nível mundial!

Então, as sociedades médicas e cientificas passaram a encarar isto, como um sério problema de saúde pública!

Mas, para além deste medo exagerado da exposição ao sol, antigamente, as pessoas trabalhavam mais ao ar livre e, praticamente, não existiam protetores solares para se aplicar.

Aliás, o sol era a cura para muitas doenças!

Se um médico te dissesse:

“Vai para a rua e apanha sol, porque isso é a melhor maneira de fortaleceres o teu sistema imunitário e te defenderes das várias agressões externas…”

Acreditavas?

Acontece, que a situação inverteu-se de tal maneira, que a maioria das pessoas tem medo do sol!

No entanto, a situação atual é discordante…

Repara que só cerca de 10% das pessoas trabalham ao ar livre e a incidência de cancro de pele é bem mais elevada, do que há uns anos atrás!

Devemos ou não usar filtros solares?

Os protetores solares são medicamentos que colocamos sobre a pele, sendo absorvidos e entrando no nosso organismo.

Muitos deles contém cerca de 12 substâncias químicas diferentes, com efeitos prejudiciais, nomeadamente, a nível de estrogenicidade e com possíveis alterações na função tiróidea.

Além disso, a luz solar é composta por:

  • Raios U.V.A, que penetram em 95% a nossa pele;
  • Raios U.V.B, que penetram em 5% a nossa pele;
  • Raios U.V.C, que não chegam à nossa pele

O fator de proteção solar (FPS), a que se referem os protetores solares, bloqueia os raios U.V.B, ou seja, os raios que penetram em menor percentagem na nossa pele.

Então, isso significa que a maioria das pessoas, colocam protetores solares e ficam descansadas, passando várias horas expostas ao sol, quando de facto não estão nada protegidas!

Tanto assim é que, o lugar com menos incidência de cancro é na zona do equador e à medida que nos afastamos deste local, a incidência de cancro aumenta, inclusive da pele.

Um paradoxo fácil de desvendar…

As pessoas que vivem mais perto do Equador apresentam níveis bastante mais elevados de Vitamina D3 e isso é a explicação, para haver menor incidência de cancro!

O sol é de graça e uma oferta da natureza, portanto, é desta forma que o devemos ver e não, como um potencial inimigo.

O sol é muito importante e traz-nos inúmeros benefícios, mas temos que saber utilizá-lo da melhor forma:

  • A exposição ao sol deve ser feita por períodos curtos de tempo.

Deves começar por te expor, cerca de 5 minutos e ir aumentando, gradualmente, o tempo de exposição, nunca ultrapassando os 20 a 30 minutos seguidos.

  • Sempre que ficares mais tempo exposto ao sol, então deves colocar um protetor solar!

Atualmente, cerca de 50 % da população apresenta carência de Vitamina D3!

Se analisarmos por faixas etárias, verificamos que cerca de 95% dos cidadãos idosos, apresentam deficiência de vitamina D3.

Isto acontece, não só porque passam muito tempo dentro de casa, mas também porque produzem menos vitamina D3.

As pessoas com mais de 70 anos de idade, produzem cerca de 30% menos vitamina D3, que uma pessoa mais jovem, sujeita à mesma exposição solar.

Em relação às crianças, entre um e cinco anos, 50% apresenta déficits de vitamina D3, enquanto que entre os seis e os 11 anos de idade, o déficit chega aos 70%.

A única forma de o saber os níveis de Vitamina D3, é fazer uma análise ao sangue, embora existam outros sinais a que deves estar atento:

  • Tens uma pele mais escura – as pessoas com pele mais escura, têm um risco maior de deficiência de vitamina D3, porque precisam até 10 vezes mais exposição solar, para produzir a mesma quantidade de vitamina D3 que uma pessoa que tenha a pele clara!
  • Sentes-te triste e deprimido – o nível de serotonina, um neurotransmissor, associado ao humor, sobe com a exposição à luz solar.

Em 2006, alguns cientistas avaliaram os efeitos da vitamina D3, na saúde mental de 80 pacientes idosos.

O estudo concluiu que, os que apresentavam menores níveis de vitamina D3, tinham cerca de 11 vezes mais probabilidade de ficar deprimidos, do que os que apresentaram níveis saudáveis.

A vitamina D3 é fundamental para a saúde cerebral e a sua deficiência pode incluir sintomas de perda cognitiva, depressão e demência, pelo aumento de placas beta-amiloides.

  • Tens 50 anos ou mais de idade – à medida que envelheces, além da pele não produzir tanta vitamina D3, em resposta à exposição solar, os rins são menos eficientes em transformar a vitamina D em calcitriol, a forma ativa desta “vitamina”.
  • Tens excesso de peso ou um índice de massa muscular maior – a vitamina D3 é solúvel em gordura, o que significa que a gordura corporal atua como uma “bacia” que capta e aprisiona esta “vitamina”.

Portanto, se tens excesso de peso, é provável que precises de mais vitamina D3, do que uma pessoa mais magra.

O mesmo acontece a quem tenha maior peso corporal devido à existência de um maior índice de massa muscular.

  • Sentes dores nos ossos, musculares e fadiga – muitas pessoas que vão ao médico e se queixam de dores, associadas a fadiga, acabam por ser, erradamente, diagnosticadas com fibromialgia ou síndrome da fadiga crónica.

De facto, corrigir os níveis de vitamina D3 pode ser a solução para o problema.

  • Transpiras na cabeça – de acordo com o Dr. Holick, um dos primeiros sinais clássicos de deficiência de vitamina D3 é sudorese excessiva na região da cabeça.
  • Dormes mal – apesar de ainda não se ter descoberto o mecanismo, que relaciona os níveis de vitamina D3 com o sono, sabe-se que as pessoas com níveis baixos desta vitamina, dormem mal e têm um risco acrescido de apresentar distúrbios do sono.
  • Tens problemas intestinais – se tens problemas gastrointestinais, significa que tens alterada a capacidade de absorver gordura.

Portanto, diminuis a absorção de vitaminas solúveis em gordura, onde se inclui a vitamina D3 e isso traz-te ainda mais problemas, tais como: a Doença de Crohn, sensibilidade ao glúten, doença celíaca e doença inflamatória intestinal.

  • Queda de cabelo – a vitamina D3 é essencial para a proliferação dos queratinócitos, células epiteliais, diferenciadas, presentes nas unhas e cabelos e responsáveis pela produção de queratina. Assim ela te um papel preponderante no ciclo capilar.
  • Problemas na cicatrização de feridas – a vitamina D3 estimula a cicatrização de feridas e a formação de um peptídeo capaz de combater infecções em feridas, a catelicidina.
  • Infeções recorrentes – a deficiência de vitamina D3 pode elevar o risco de infeções, bem como agravá-las, especialmente no que diz respeito a infecções do trato respiratório. 

Sabias que 82,2% dos indivíduos com COVID-19 apresentavam deficiência grave de vitamina D3, ou seja, níveis inferiores a 20 ng/mL?

  • Problemas cardíacos – a vitamina D3 melhora a circulação e pode ajudar nos quadros hipertensão arterial, além de apresentar uma ação importante nas células endoteliais que revestem o sistema cardiovascular.

A carência de “vitamina” D3 está associada a vários problemas:

  • Maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares;
  • Maior incidência de cancro;
  • Raquitismo, em crianças e osteomalácia (inflamação do periósteo, em adultos);
  • Degeneração macular;
  • Lúpus e outras Doenças Autoimunes;
  • Doenças intestinais;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Osteoporose;
  • Esclerose múltipla,…

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Ter níveis otimizados de “vitamina D3”, significa prevenir vários problemas de saúde, já que de facto estamos perante uma dádiva extraordinária da natureza:

  • A nível pulmonar

Inibe infecções e complicações da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) e enfisemas, além de se ter mostrado benéfica no tratamento de infeções por vírus respiratórios mortais.

A população idosa que sofre de pneumonia, bronquite e gripe, apresenta taxas de mortalidade mais elevadas, devido ao enfraquecimento do seu sistema imunitário.

A maioria dessas infeções são virais e, por isso, os antibióticos não são eficazes no seu tratamento.

Portanto, a suplementação com doses elevadas de vitamina D3 tem mostrado 40% menos de probabilidade de desenvolver esse tipo de infeções pulmonares.

  • Inibe a cascata inflamatória

Esta capacidade, destaca uma interessante cadeia de eventos celulares, desde a ligação do DNA, através de uma via de sinalização específica, até à redução de proteínas, conhecidas por desencadear a inflamação.

Esse local de ligação do DNA para o receptor da vitamina D3 e as vias específicas inibidas por níveis mais elevados desta vitamina, fornecem um mecanismo capaz de explicar muitos dos seus benefícios.

  • A nível cardíaco

A vitamina D3, combate a hipertensão arterial, doenças cardíacas ateroscleróticas, ataque cardíaco e derrames cerebrais.

Se tiveres um enfarte e, ao mesmo tempo, deficiência de vitamina D3, a probabilidade de sobreviveres é quase nula.

  • Previne contra o cancro da mama, próstata e de outras neoplasias malignas

Um novo estudo descobriu que mulheres, especialmente, na pré-menopausa, depois de diagnosticadas com cancro de mama, apresentavam maiores possibilidades de viver, quando tomavam doses elevadas de vitamina D3.

O mecanismo está relacionado com a capacidade que esta poderosa “vitamina” tem para interromper a reprodução de células cancerígenas.

Em relação ao cancro da próstata, cientistas relataram que verificar os níveis de vitamina D3 pode salvar vidas, por prevenir o aparecimento deste tipo de cancro.

Uma pesquisa mostrou que homens afro-americanos que viviam em regiões com baixa a luz solar, apresentavam uma probabilidade 1,5 vezes superior de apresentar deficiência de vitamina D3, que os caucasianos, logo de aparecimento de cancro de próstata.

De uma forma geral, níveis mais elevados de vitamina D3 oferecem proteção significativa, contra inúmeros tipos de cancro, inclusive contra o melanoma.

  • Melhora a densidade óssea e a “dor musculoesquelética crónica generalizada inespecífica”, de acordo com o “Health Day News”

A vitamina D3 tem um papel essencial no metabolismo do cálcio, sendo responsável, por manter níveis séricos de cálcio adequados, promover a absorção de cálcio e fósforo, a partir do intestino e permitir a reabsorção de cálcio nos ossos.

  • Doenças neurodegenerativas

Existe uma forte relação entre os níveis de vitamina D3 e a Doença de Parkinson, um dos distúrbios neurodegenerativos mais comuns, atualmente.

Em 2011, uma pesquisa mostrou que 55% das pessoas com doença de Parkinson tinham insuficiência de vitamina D3, quando comparadas com 36% de pessoas saudáveis e 41% de pessoas com Alzheimer.

  • Gravidez

A vitamina D3 é muito importante para as mulheres grávidas.

A deficiência desta vitamina, acarreta consequências para a mãe e para o filho, tanto a curto, como a longo prazo.

Entre essas consequências, destaca-se o risco aumentado da criança em ter diabetes, alergias, artrite, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares.

  • Saúde Ocular

Uma pesquisa recente mostrou que a suplementação com vitamina D3 em ratos mais velhos, permitiu uma visão melhorada, redução da inflamação da retina, redução do número de macrófagos da retina e mudanças significativas na sua morfologia.

Assim, níveis otimizados de vitamina D3 ajudam a prevenir a degeneração macular, típica da idade.

Como otimizar os níveis de Vitamina D3

A melhor maneira é a exposição regular à luz solar, de forma consciente.

Embora, por vezes também seja necessário suplementar com esta vitamina, especialmente durante os meses de inverno.

As fontes dietéticas desta vitamina são muito escassas, embora as principais sejam: os óleos de peixe e o fígado!

A importância do magnésio e da vitamina K2

Se não tomares magnésio e vitamina K2, podes precisar de quase 2,5 vezes mais vitamina D3.

Porquê?

Porque, tanto o magnésio, como a vitamina K2, aumentam muito a biodisponibilidade desta vitamina.

Isto pode explicar o facto de muitas pessoas precisarem de doses muito altas de vitamina D3 para melhorarem os seus níveis, enquanto outras não precisam.

De facto, o problema pode estar relacionado com o facto de não terem quantidades suficientes de magnésio para ativá-la!

Conclusão

A vitamina D3, incorretamente chamada de vitamina é uma dádiva da natureza, que todos devíamos aproveitar em nosso próprio benefício!

Não vale a pena negar, porque o teu sistema imunitário e a tua saúde em geral vão beneficiar-se com esta poderosa hormona, chamada por muitos de “vitamina do sol”!

Nós somos animais diurnos e portanto, fomos concebidos para apanhar sol!

No entanto, como animais racionais que somos, cabe-nos ser conscientes na forma como o fazemos…

Se, diariamente, começares por te expor ao sol 5 minutos e fores aumentando. gradualmente, o tempo de exposição até 25 ou 30 minutos, nada de mal te poderá acontecer.

Pelo contrário, vais beneficiar o teu corpo dos pés a cabeça!

Apanhar sol, de forma consciente, juntamente com uma alimentação saudável, exercício físico e níveis adequados de magnésio e vitamina K2, é tudo o que precisas para ter uma saúde de ferro e envelhecer com saúde, livre de doenças!

“O sol não se esconde de nós, nós é que nos afastamos dele.” (Dirceu Azevedo)

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Sobre o Autor

Carla Coelho
Carla Coelho

Olá o meu nome é Carla Coelho e este é o Blog Poder e Disciplina. Aqui, eu e o meu marido, compartilhamos conteúdos de alto valor sobre treino, dieta, saúde e sucesso. Sou Licenciada em Biologia, no ramo científico pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e sempre trabalhei como Técnica Superior de Laboratório na área de Análises Clínicas. Ao longo da minha vida sempre fui treinando e sempre me interessei muito por treinos, dieta, saúde e sucesso! Hoje o meu principal foco é tentar passar todo o meu conhecimento nestas áreas e ajudar qualquer um a melhorar a saúde de forma natural, fazendo dos alimentos os seus medicamentos!

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