Estatinas - Uma solução conveniente, mas inútil!

Uma grande percentagem de pessoas acredita que as estatinas são a solução certa para corrigir níveis elevados de colesterol e prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares!

Mas, será mesmo assim?

O que são estatinas e que papel desempenham no nosso organismo?

Sabias que as estatinas são o grupo de medicamentos, mundialmente, mais vendido?

Tratam-se de medicamentos anticolesterolémicos, ou seja, utilizados para baixar os níveis de colesterol, no entanto, praticamente não influenciam os níveis de HDL, LDL; VLDL e triglicerídeos!

Estes fármacos são capazes de inibir a HMG-CoA redutase, uma enzima do fígado que produz colesterol naturalmente para as funções corporais e ainda interferem na síntese de um composto, chamado Coenzima Q10 (CoQ10).

Portanto, além de não reduzirem o aparecimento de doenças cardiovasculares, as estatinas ainda trazem graves efeitos secundários para quem as toma, frequentemente.

Existe um estudo que demonstra que estas drogas podem mesmo mostrar efeitos contrários, ou seja, podem estimular a aterosclerose e a insuficiência cardíaca.

Os mitos gerados em torno do colesterol foram “a cereja no topo do bolo” para a indústria farmacêutica, já que as estatinas, redutoras dos níveis de colesterol e, frequentemente, prescritas para a prevenção primária contra ataques cardíacos e derrames, tornaram-se uma das drogas mais vendidas em todo o mundo!

O colesterol passou a ser considerado um vilão e o principal responsável pela ocorrência de problemas cardiovasculares…

A Organização Mundial da Saúde estima que, cerca de 29,6% da totalidade de mortes globais são atribuídas a eventos cardiovasculares.

Uma das principais doenças cardiovasculares é a aterosclerose, na qual se formam placas de ateroma, nas artérias, que bloqueiam ou reduzem o fluxo sanguíneo!

Quando se analisa a constituição dessas placas de ateroma verifica-se que elas são constituídas por: fibra e fibroblastos, células de tecido muscular liso das próprias artérias, plaquetas, fibrina, cálcio, ferro, glóbulos brancos e colesterol.

O colesterol LDL oxidado (designado na linguagem comum, como “mau colesterol”) parece participar na formação dessas placas.

Mas, para que essa hipótese estivesse correta, o colesterol LDL teria que passar pelo revestimento e entrar na parede das artérias.

A verdade é que o LDL não consegue entrar em nenhuma célula, muito menos numa célula endotelial, a menos que esta o permita!

Além disso, o colesterol encontrado nas placas de ateroma não é o causador dessas placas e está no local para reparar os estragos!

Os danos acusados nas paredes arteriais podem ser desencadeados por diversos fatores, tais como:

  • Inflamação;
  • Níveis elevados de açúcar no sangue;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Stress
  • Sedentarismo

O colesterol foi encontrado no local do crime e, por isso, foi-lhe atribuído o estatuto de “criminoso”, no entanto as coisas não funcionam assim…

Se um bombeiro estiver num incêndio, não significa que seja o incendiário, pelo contrário ele está lá para resolver a situação!

Esta analogia aplica-se ao colesterol, que apesar de se encontrar nas placas de ateroma, não é o responsável pelo seu aparecimento, pelo contrário, ele está lá para tentar reparar os danos!

Esta incorreta interpretação dos factos, acabou por levar à prescrição, em larga escala, de estatinas, com o objetivo de prevenir níveis elevados de colesterol e problemas cardiovasculares!

As doenças cardiovasculares são, essencialmente, doenças inflamatórias, no entanto, apesar de vários anos a prescrever estatinas e a difamar o consumo de gorduras saturadas e colesterol, elas continuam a ser a principal causa de morte, a nível mundial!

Então, o que têm feito as estatinas?

Um estudo feito na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, mostrou que 72,1% das pessoas que tiveram ataques cardíacos não tinham níveis elevados de colesterol LDL, pelo contrário, a maioria estava dentro das diretrizes nacionais e, quase metade, estava dentro dos níveis ideais.

No entanto, mais da metade dos pacientes hospitalizados, devido a um ataque cardíaco tinham níveis de colesterol HDL abaixo do recomendado.

O uso continuado de estatinas pode piorar a saúde cardiovascular!

O que está a acontecer é que estás a trocar a probabilidade de ocorrer um ataque cardíaco pela ocorrência de uma paragem cardíaca!

Ambas as situações são indesejáveis, mas é preferível a primeira situação!

As estatinas:

  • Diminuem a síntese de colesterol, um percursor da síntese de todas as hormonas esteroides, incluindo testosterona, progesterona, cortisol, vitamina D, …;
  • Danificam as mitocôndrias e a função mitocondrial, prejudicando a síntese de ATP, moléculas de energia essenciais para o bom funcionamento do músculo cardíaco;
  • Diminuem a síntese de CoQ10, que é usada na produção de energia em todas as células do corpo e é muito importante para o funcionamento de todos os músculos, especialmente para o músculo cardíaco que trabalha mais que todos os outros! Ela protege contra os danos celulares, causados pelos radicais livres e é um dos poucos antioxidantes solúveis em gordura.

A diminuição da síntese de CoQ10, resultante do uso deste fármaco, acarreta efeitos secundários indesejáveis e perigosos:

  • Distúrbios cognitivos;
  • Fadiga e fraqueza muscular;
  • Dispneia;
  • Cataratas:
  • Alterações hepáticas;
  • Perturbações gastrointestinais;
  • Cardiomiopatias;
  • Rabdomiólise;
  • Neuropatias periféricas;
  • Resistência à insulina e Diabetes tipo 2;
  • Inibição da função da vitamina K2, essencial para proteger as artérias duma possível calcificação;
  • Interferência na síntese de proteínas que contém selénio e que são fundamentais para evitar danos oxidativos no músculo cardíaco.

A Lista de Efeitos Secundários associada ao uso prolongado de estatinas é longa e provoca muitos estragos:

  • Aumenta a incidência de cancro;
  • Aumenta o declínio cognitivo, assim como aumenta o risco de Doença de Alzheimer;
  • Promove um maior risco de hemorragias cerebrais;
  • Potencia um risco maior de desenvolver diabetes, cataratas e cegueira;
  • Desencadeia problemas musculares, de tendões e de ligamentos, bem como de doenças inflamatórias articulares;
  • Aumenta o risco de problemas renais;
  • Fraqueza muscular;
  • Compromete a função cardíaca, com a possibilidade de desenvolvimento de cardiomiopatias e disfunção ventricular secundária;
  • Aumenta a prevalência e a extensão de placas ateromatosas contendo cálcio;
  • Aumenta as transaminases hepáticas (ALT, AST e Gama GT);
  • Provoca anemia;
  • Dores de cabeça e tonturas;
  • Dificuldades em dormir, …

Se alguma vez precisares de tomar estatinas é muito importante suplementares com CoQ10, porque se não o fizeres estás a por a tua saúde à beira de um precipício!

A Coenzima Q10:

  • É um antioxidante, solúvel em gordura, que as mitocôndrias usam para produzir energia e, por isso, constitui um protetor eficaz na insuficiência cardíaca, já que as estatinas podem prejudicar a função do músculo cardíaco;
  • A CoQ10, juntamente com selénio melhoram a função cardíaca e diminuem, significativamente, o risco de morte por causas cardiovasculares;
  • Diminui os efeitos da disfunção mitocondrial, desencadeada pelo estresse oxidativo;
  • Minimiza os danos mitocondriais;
  • Promove a produção de novas mitocôndrias, em particular no cérebro;
  • Melhora a qualidade do esperma, tendo impacto positivo sobre a concentração, mobilidade e morfologia do esperma e promove a ovulação, evitando a perda das reservas dos ovários;
  • Previne o risco de demência;
  • Aumenta o desempenho e a performance física.

Alguém se pode beneficiar com o uso de estatinas?

Apenas se podem beneficiar as pessoas que nasceram com uma patologia genética rara, chamada hipercolesterolemia familiar.

Estas pessoas apresentam níveis elevados de colesterol desde que nasceram e não os conseguem normalizar de forma tradicional!

Embora possa ser uma opção o uso de estatinas para estas pessoas, há que ter em conta os efeitos secundários que se manifestam a longo prazo e que não contribuem em nada para a melhorar a saúde.

Daí que a opção certa para estas pessoas, seja mudarem o seu estilo de vida!

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O que fazer?

O mecanismo associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares é bem mais complexo que, apenas, diminuir os níveis de colesterol…

Além disso, o colesterol nem sequer é uma gordura, como vulgarmente lhe chamam!

Ele é um álcool policíclico, ou seja, uma molécula lipídica!

  • O colesterol é uma molécula essencial à vida, sem a qual seria impossível sobreviver e é produzida em quase todas as células do corpo, incluindo no cérebro e, em maior quantidade, no fígado.
  • O colesterol faz parte de todas as membranas celulares e é uma substância natural, produzida pelo nosso organismo;
  • Depois da prática de exercício físico, o colesterol participa na reparação dos danos causados nos tecidos musculares;
  • Ele entra na composição da bainha de mielina dos neurónios (células do cérebro), ajudando-os a comunicarem entre si e permitindo a transmissão dos impulsos nervosos;
  • O colesterol é precursor dos ácidos biliares, portanto, sem quantidade suficiente de colesterol, o teu sistema digestivo pode ser afetado;
  • É percursor de várias hormonas esteroides, entre as quais está a vitamina D.

Para começar, ter níveis altos de colesterol, não é sinónimo de doenças cardíacas, portanto, comer alimentos ricos em colesterol não faz, necessariamente, aumentar os teus níveis de colesterol sanguíneo!

O Dr. Steven Nissen, estima que apenas 20% do colesterol presente no sangue seja proveniente da dieta, sendo o restante produzido pelo fígado, sempre que o teu corpo necessita dele.

Sabias que existem ricos associados a níveis baixos de colesterol?

  • Aumenta o risco de depressão e de suicídio;
  • Conduz a comportamentos violentos e agressivos;
  • Aumenta o seu risco de cancro e Doença de Parkinson.

Dicas importantes para evitar o uso de estatinas

  • Melhora os níveis de insulina – o colesterol é produzido no fígado e isso é influenciado pelos níveis de insulina e para isso precisas alterar o teu estilo de vida e fazer uma alimentação correta.
  • Elimina todo o tipo de alimentos processados, que contenham açúcar, adoçantes artificiais ou glúten.
  • Evita situações de estresse e melhora a qualidade do sono.
  • Evita álcool em excesso e não fumes.
  • Se tiveres excesso de peso, emagrece, eliminando os hidratos de carbono da tua alimentação e limitando o consumo de frutose a 25 gramas por dia.
  • Apanha sol, para aumentares os teus níveis de vitamina D. Esta hormona ajuda a normalizar os níveis de colesterol e previne o aparecimento de doenças cardíacas.

Queres avaliar o risco de doenças cardíacas?

O que é para ti um valor muito alto de colesterol?

A maioria das pessoas, olha para um valor de acima de 200 e fica apavorada, porque pensa que vai ter um enfarte!

Mas, para determinar se estás em risco de ter um metabolismo anormal do colesterol, tens que olhar para a proporção de HDL, também chamado de colesterol “bom”, para o colesterol total e para os triglicerídeos.

  • Divide o nível de HDL pelo colesterol e multiplica por 100. Essa percentagem deve estar acima de 25 por cento e, quanto maior, melhor!
  • Divide os triglicerídeos pelo HDL e multiplica por 100. Essa percentagem deve estar abaixo de 2.

O colesterol LDL não é todo igual. As grandes partículas de LDL não são nocivas, mas as pequenas partículas densas de LDL podem ser um problema, porque podem passar pelo revestimento das artérias e se oxidarem, podem causar danos e inflamação.

  • Conhece os teus níveis de insulina em jejum – as doenças cardíacas, parecem ter em comum a resistência à insulina.

Quando comes refeições ricas em hidratos de carbono refinados, ocorre um rápido aumento dos níveis de glicose no sangue e, que em seguida, são acompanhados pelo aumento dos níveis de insulina.

Essa insulina promove a acumulação de gordura corporal e dificulta a perda de peso e o excesso de gordura, especialmente na região abdominal, que é um dos principais fatores para doenças cardíacas.

  • Conhece os teus níveis de glicose em jejum –  as pessoas com um níveis de glicose em jejum de 100 a 125 mg/dl, apresentam quase 300% a mais de risco de doenças cardíacas, quando comparadas com pessoas com níveis abaixo de 79 mg/dl.
  • Conhece os teus níveis de ferro e ferritina – se tens níveis excessivos de ferro, ele pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de doenças cardíacas, por isso, os níveis de ferritina sérica devem estar abaixo de 80 ng/ml.

Conclusão

O colesterol é uma molécula essencial à vida e que participa em inúmeros processos orgânicos.

A elevada incidência de doenças cardiovasculares, associadas a um estilo de vida desregrado e a uma alimentação pouco saudável, baseada em alimentos processados levou a que este problema fosse resolvido da pior maneira possível!

A análise das placas de ateroma, associadas a muitos dos eventos cardiovasculares, mostrou que entre outras moléculas, o colesterol também estava nessas placas!

Mas, apesar de lá estar para resolver o problema, foi apontado como o causador do problema!

Então, a indústria farmacêutica percebeu que tinha uma hipótese de achar o culpado e iniciou-se a prescrição em larga escala de estatinas.

A solução não podia estar mais errada, porque além de todos os efeitos secundários associados ao uso destes fármacos, está a inibição de enzimas importantes, que afetam todo o mecanismo do colesterol.

Além disso, quando se analisam pessoas que já sofreram eventos cardiovasculares, facilmente se percebe que todas tem níveis de colesterol dentro dos valores de referência.

As estatinas enfraquecem o músculo cardíaco e a resolução do problema tem que ser outra…

Fazer uma alimentação correta, praticar exercício, apanhar sol, dormir bem, evitar o estresse, ou seja, adotar um estilo de vida saudável e manter uma mente aberta é tudo o que precisas para “cortar o mal pela raiz”!

A saúde como a fortuna, deixa de favorecer os que abusam dela (Charles de Saint-Evremond)

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Sobre o Autor

Carla Coelho
Carla Coelho

Olá o meu nome é Carla Coelho e este é o Blog Poder e Disciplina. Aqui, eu e o meu marido, compartilhamos conteúdos de alto valor sobre treino, dieta, saúde e sucesso. Sou Licenciada em Biologia, no ramo científico pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e sempre trabalhei como Técnica Superior de Laboratório na área de Análises Clínicas. Ao longo da minha vida sempre fui treinando e sempre me interessei muito por treinos, dieta, saúde e sucesso! Hoje o meu principal foco é tentar passar todo o meu conhecimento nestas áreas e ajudar qualquer um a melhorar a saúde de forma natural, fazendo dos alimentos os seus medicamentos!

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